DOUTORANDA DA UA PREMIADA POR ESTUDO DESTINADO A MINIMIZAR IMPACTOS DAS DEFICIÊNCIAS VISUAIS.

A aluna de Doutoramento em Ciências e Engenharia de Materiais da Universidade de Aveiro, Nádia Khaled Zurba, 31 anos, recebe esta sexta-feira, no Porto, o Prémio Maria Cândida da Cunha (edição 2009), pelo seu trabalho académico sobre «Nano-emergência: luminescência persistente … para pessoas com deficiência». Este estudo transversal centra-se na propriedade de fotoluminescência persistente do material estrôncio aluminato co-dopado com cério (III), disprósio (III) e európio (II), SrAl2O4:Ce3+, Dy3+, Eu2+, em sistemas de sinalização de áreas de risco e emergências para pessoas com deficiências. Novos pavimentos, cerâmicos, fotoluminescentes, foram desenvolvidos com propriedades multisensoriais para pessoas portadoras de deficiências utilizarem, no escuro, com a prioridade de salvar vidas em emergências (PI103915). Tais pisos podem ser combinados a compor um exclusivo sistema de paginação fotoluminescente multisensorial (relevos) que possibilita a rápida evacuação mediante o uso de auxílios de mobilidade (e.g. bengala, cadeira de rodas, andadores).

No tratamento de deficiências visuais, foi ainda desenvolvido um novo equipamento biomédico, especialmente adaptado aos utilizadores portadores de deficiência, que serve para o diagnóstico de biofuncionalidade das células retinais fotoreceptoras (PI103919). Tal equipamento é também útil na personalização dos materiais fotoluminescentes que podem ser utilizados nos ditos pavimentos, bem como para a prevenção da cegueira evitável e como suporte à telemedicina oftalmológica.

Nadia Khaled Zurba participou em projectos de investigação na área de tecnologias assistivas e possui publicações científicas na área da acessibilidade para pessoas com deficiências. Desde 2002, desempenha actividades de Docência para os cursos de Arquitectura (UNISUL, Brasil), Ciência e Engenharia de Materiais e Design (UA, Portugal), tendo colaborado numa disciplina do Mestrado Europeu em Ciências e Engenharia da Materiais (EMMS-ERASMUS).

O Prémio Maria Cândida da Cunha, com que agora foi distinguida, é promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., e tem por objectivo estimular e mobilizar os estudantes do Ensino Superior para a participação no combate à discriminação com base na deficiência através de trabalhos académicos associados às mais variadas áreas de conhecimento.

A entrega do prémio ocorre esta sexta-feira, 30, numa cerimónia que se realiza, a partir das 11h00, na Reitoria da Universidade de Porto


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