A AUTARQUIA ESTÁ A PREPARAR PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS

Siza Vieira, Tomás Taveira, Pedro Ramalho e Daniel Oliveira são alguns dos arquitectos contemporâneos mais prestigiados do país e autores de obras emblemáticas no concelho de Águeda. Para tirar partido da vertente arquitectónica, a autarquia equaciona integrar num roteiro turístico edifícios como o Centro Cívico de Barrô ou o salão de exposições da Revigrés.

Para Jorge Pinto, residente no Casaínho, isto é um "assunto completamente desconhecido", já que não se interessa nada "por esse assunto".

Como este jovem, a maioria dos aguedenses não dá grande importância às obras arquitectónicas do concelho, mas, segundo Paula Cardoso, vereadora do PSD, esta é uma realidade que se deve inverter. "A verdade é que algumas obras têm vindo a merecer cada vez mais visitas de gente que vem de fora, puramente turistas", referiu na última reunião de Câmara.

A trabalhar diariamente num edifício desenhado por Siza Vieira, a vereadora tem-se vindo a aperceber dessa "procura e interesse crescentes" pela obra, e por isso, "não seria má ideia haver algum tipo de sinalética a indicar essas estruturas de arquitectura moderna" existentes no concelho.

Quem também está habituado a ver "estudantes e alguns estrangeiros" a admirar a obra onde trabalha é Henrique Cunha, proprietário do café "100 stress", localizado no edifício do Centro Cívico e Social de Barrô, uma obra do arquitecto Tomás Taveira. Garante que, na freguesia, "se não todos, pelo menos a grande maioria dos barroenses" sabe que se trata de um edifício da autoria do conhecido arquitecto. Acredita que a maioria dos residentes "gosta e admira o edifício" e admite que "seria boa ideia existir algum tipo de sinalização no concelho a indicar esta obra e outras do género". Reconhece que "o Centro Cívico é um edifício emblemático e sempre ajuda a atrair gente até à terra, o que é sempre muito bom".

O presidente da Junta de Freguesia de Barrô também vê com bons olhos a maior divulgação do espaço. "Ajudaria a atrair mais pessoas, de outras áreas, e não só estudantes e associações de arquitectos, que são, actualmente, quem mais se desloca a Barrô para ver a obra. "As únicas referências que existem é no site da própria Junta", referiu Wilson Gaio.

Roteiro ainda demora algum tempo. Embora admita que é importante divulgar a arquitectura contemporânea existente no concelho, o presidente da Câmara de Águeda explicou ao Jornal da Bairrada que ainda vai levar algum tempo até que se crie um roteiro. "Estamos em fase de levantamento do património contemporâneo existente e só depois haverá sinalização. A autarquia está a preparar percursos pedestres e cicláveis pelo município e, portanto, fará todo o sentido incluir essas obras", referiu Gil Nadais.

Salomé Castanheira

scastanheira@jb.pt
Diário de Aveiro



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