A Câmara de Aveiro optou por pagar as dívidas de curto prazo continuando a aplicar o Plano de Saneamento Financeiro do município, não obrigando a um aumento de impostos, como o IMI e o IRS, o que aconteceria se aderisse ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), lançado pelo Governo.
Para metade do total da dívida de curto prazo, reclamada por uma entidade do sector empresarial estatal, a autarquia tem um plano de pagamento específico que, segundo o vereador das Finanças, Pedro Ferreira, “retirará Aveiro das listas da Direcção Geral das Autarquias Locais e do Tribunal de Contas”, concretamente do ‘top’ 50 das más pagadoras. Ao autarca adiantou que o município já tem um prazo médio de pagamento inferior a 220 dias. O vereador disse ainda que espera o reequilíbrio das contas até 2016.
Do total das dívidas de curto prazo, 80 por cento são a 15 entidades, apenas três de Aveiro - “logo não apoiaríamos a economia local”, alegou o vereador. Mas a decisão surpreendeu os socialistas e Ana Vitória, ex-vereadora das Finanças. “Fico sem palavras. O executivo tomou a decisão sozinho num assunto tão fundamental. É extremamente grave dada a situação em que a Câmara se encontra, de desequilíbrio orçamental”.
Os socialistas esperavam a adesão ao PAEL pelo facto da autarquia se encontrar em “ruptura financeira” e ser “das mais endividadas do país”. Não aderindo, a Câmara desperdiça “condições óptimas”.
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